quinta-feira, 29 de junho de 2017

Os ataques a Francisco

Dia de São Pedro é também o Dia do Papa. Por que tantos ataques ao papa atual vindos de grupos de dentro da própria Igreja? Vejamos:
Há quatro anos Francisco assumiu a chefia de uma instituição bimilenar atolada em denúncias de pedofilia e em que os casos eram acobertados por altas autoridades do clero. Ele não só deu publicidade, instituiu normas de controle, encontrou-se com vítimas e baniu até mesmo cardeais que acobertavam pedófilos.
Quando assumiu, a cúria romana estava desgovernada, com vazamentos de documentos secretos, fato que segundo consta fizeram até mesmo o seu antecessor (Bento XVI) chegar ao ato extremo de renunciar, coisa que não acontecia na Igreja há mais de cinco séculos. Ele criou uma comissão externa de aconselhamento, destituiu lideranças envolvidas nos escândalos e iniciou um processo de reestruturação da cúria, focando-a mais na vocação para o serviço evangélico do que em ser a corte mundana de um monarca absolutista.
Em 2013, encontrou o Banco do Vaticano envolvido em falcatruas diversas. Demitiu todos os envolvidos e aceitou todas as normas e procedimentos que as autoridades civis julgam necessárias para a transparência e honestidade das finanças da Igreja.
Encontrou um igreja com o umbigo voltado para o fundamentalismo xenófobo eurocêntrico. Abriu-a para as questões das mulheres, dos refugiados e das "periferias do mundo", nomeando cardeais dos lugares mais improváveis da Terra, como de países pobres da África, da Ásia e da América Latina, além de ter-se comprometido com pautas de redução das desigualdades sociais, ambientais e de gênero.
Demitiu bispos que viviam em mansões e constrói lavanderias comunitárias, cozinhas populares e centros de recepção de desabrigados e refugiados dentro dos próprios palácios vaticanos, para os pobres de Roma e de fora.
Enquanto grupos cristãos extremistas pregam a guerra contra o Islã ou sofre ameaças de atentados por parte de terroristas islâmicos, busca o diálogo e o respeito com a comunidade muçulmana.
Agora, descobre-se que grupos extremistas da Igreja, quase medievais, escandalosamente se divertem com "previsões demoníacas" que apontariam para a morte iminente do Papa Francisco. Outros (grupos católicos), acham maravilhoso que Trump tenha ganho várias "paradas", porque enxergam no presidente americano o grande rival de Francisco. Outros, ainda, já não temem gravar vídeos em que o tratam por "estúpido". Pior, uma apatia de certos indivíduos do clero em implementar suas decisões e conselhos.
Nunca me foi tão claro quanto agora de que, em verdade, para quem tem fé, o Papa Francisco foi realmente escolhido por Jesus para guiar a Igreja neste momento tão difícil pelo qual passa a humanidade. E mais, conta com a força do Mestre para reconstruir a Casa de Deus e a Casa Comum, como o outro Francisco, o de Assis.
Vida longa a Francisco! Deus o abençoe, o proteja e o mantenha firme. Nós precisamos dele e de sua coragem nestes tempos de neofascismo e extremismo.

Nenhum comentário: